W4 Editora apresenta seu mais novo autor: Gerson Borges

Considerado um dos mais criativos artistas cristãos da atualidade, Gerson Borges é um “pastoetador”, como ele mesmo se define, ou seja, pastor, poeta e educador. Formado em letras e com pós-graduação em Literatura Brasileira, Gerson é um músico competentíssimo, grande amigo e um dos artistas pelos quais tenho o maior respeito e admiração.
Gerson chega para nos ajudar em diversos projetos da editora, sendo que o primeiro livro sairá ainda esse ano e conterá um CD de músicas inéditas, compostas pelo próprio Gerson e com a participação de um grupo de músicos da mais alta qualidade. Além disso, ele é o primeiro de uma série de autores brasileiros inéditos que serão publicados pela W4 Editora nos próximos anos.
A seguir, uma pequena entrevista feita com o mais novo integrante da família da W4 Editora:
W4 Editora: Gerson, me conte um pouco da sua trajetória nas artes e na igreja.
Gerson Borges: Comecei a tocar, compor e cantar na pré-adolescência, com 12, 13 anos. Nada demais: um violãozinho, acompanhando as músicas que a gente cantava nos cultos, nos grupos musicais da igreja. Mas logo percebi que podia me expressar com a música e a poesia.
Tímido, tinha coragem de dizer – cantando – coisas que não era capaz de falar. Logo vieram festivais estudantis e concursos de “música sacra”. Passei a compor pensando neles… nos prêmios. Coisa tola, é claro, mas no final das contas serviu para apurar o senso estético, o engenho poético, o conteúdo teológico, a harmonia e a gramática, já que tudo isso era julgado pelos jurados.
Aos 20 anos, venci um importante festival no SESC e gravei 3 canções, numa coletânea chamada “Música Viva!”, título de um programa na Rádio AM no Rio que ajudou a revelar a vida e a obra de Janires e do Rebanhão, por exemplo. Aí não parei mais: gravei um LP solo em 1991, independente, com meus amigos da Comunidade S8 e da IEC de Venda das Pedras, uma igreja muito musical e criativa e que muito me influenciou. Depois, mais um, em 1993, “Estrangeiros”, sempre com canções minhas, versando sobre adoração, relacionamento amoroso (coisa avançada para a época!) e a temática de missões.
Em 1998, já em São Paulo, co-produzi e compus a maioria das canções de “Povo de Deus, povo missionário”, com a IBBC , um álbum muito bom e que contou com a participação de novos amigos: Jorge Camargo e Guilherme Kerr, além de músicos de talento, como Joel Gisiger (oboé da OSESP) e Wagner Bertolino (agora radicado nos EUA). Depois vieram outros trabalhos, como “Tua presença vai me transformar” (2004) e “A volta do Filho pródigo” (2006), um musical produzido pelo João Alexandre e por mim, com músicas minhas e muitas participações (Jorge Camargo, Tiago Vianna, Josué Rodrigues e outros).
Além da música, preciso dizer que sou pastor (Comunidade de Jesus), ministro de louvor desde a juventude e tenho formação e atuação educacional-pedagógica em Letras (graduação) e Literatura Brasileira (pós-graduação).
Me defino como um pastoetador – pastor, poeta e educador. As três coisas formam uma só vocação e ministério. Estão uma integradas nas outras. Completam-se.
Compor, escrever (prosa e poesia), ensinar, pregar, tudo isso são caminhos de expressão da minha visão de unir vocacionalmente a “verdade da beleza e da beleza da verdade”. Essa é a minha busca, sonho e missão.
