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março 22, 2006

U2 e a Igreja chamada Vertigo

Uma das pessoas que incentivaram o lançamento do livro Walk On - A jornada espiritual do U2 foi o vereador Carlos Alberto Bezerra Jr.
Sua luta por uma igreja mais relevante para a sociedade e inserida culturalmente na comunidade pode ser vista através dos seus dois mandatos como vereador e na organização do Usina 21, evento que mobiliza milhares de jovens cristãos na cidade de São Paulo, em um dia de muita festa e engajamento, num encontro cujo lema é: Jovens, Idéias e Transformação Social.
Em seu mais recente texto, Junior comenta sobre o conteúdo cristão nas letras das músicas do U2. Confira a seguir a íntegra do texto:

U2 e a Igreja chamada Vertigo, por Carlos Bezerra Junior. (fonte: Site oficial do vereador)

“Hello, hello! I’m at a place called vertigo...” Foi ouvindo estes versos que eu me dei conta de onde estava: no estádio do Morumbi, assistindo ao show da banda U2, que tocava a segunda música do dia, em São Paulo. Perto de mim, o prefeito José Serra. A reação à apresentação dos roqueiros irlandeses é geralmente essa mesmo. Ficamos meio que tontos diante do cenário gigante, da performance perfeita, do carisma de Bono. Depois do show, recebi vários e-mails de irmãos questionando o conteúdo cristão das músicas do U2 e das bandeiras sustentadas pelo vocalista. Resolvi escrever o que penso.

Seriam eles cristãos? Sim, eles são. Alguns podem torcer o nariz para essa afirmação. Conheço todos os argumentos contrários de cor, e, sobre isso, penso sobre como o nosso olhar se tornou superficial nos últimos anos, ou, então, como a nossa teologia se tornou rasa. Excluímos do nosso círculo quem não segue os mesmos padrões de comportamento. Enquanto isso, o “Você também” do U2 prefere incluir.

Não sei se a maioria quer enxergar o miolo da questão, se quer tocar a alma desses artistas. Aos que desejam isso, sugiro uma leitura atenta das músicas. O U2 fala, principalmente, da loucura da vida moderna, das nossas cidades, da ausência de sentido das guerras, das conquistas, dos fracassos. Num mundo vertiginoso, eles procuram algo que os faça “sentir” –é o que diz “Vertigo”. Mas é também o que diz “I still haven’t found what I’m looking for”, na qual Bono canta a sua busca por entender o sentido da condição humana.

As cidades sem nome, onde as luzes cegam, os arranjos eletrônicos que causam estranhamento... São esses os cenários desenhados pelo U2 em seu lamento pela tristeza do mundo, que vem desde o domingo sangrento de “Sunday Bloody Sunday”. A crítica musical muitas vezes o classifica como piegas. Porém a maneira como os irlandeses se colocam no hit parade, carregados de influências que vão dos Beatles aos punks Ramones, apresentando criações originalíssimas e baladas que marcam gerações, é surpreendente. Em todas as letras, há conceitos cristãos claros, e as bandeiras –como a coexistência pacífica das religiões, e não o ecumenismo— são as mais evangélicas que conheci.

Há canções específicas em que o Evangelho é declarado de forma explícita, porém os que não são cristãos não a compreendem dessa forma. Dos primeiros CDs da banda até o consagrado “War”, as referências à fé predominam. Em “Boy”, o trabalho de estréia do U2, Bono canta em “I Will Folow” (“Eu Seguirei”): “I was on the outside when you said/ You needed me/ I was looking at myself/ I was blind, I could not see. (Eu estava por fora quando você disse. Preciso de você. Eu estava observando a mim mesmo/ Eu estava cego, não podia ver)”. Entre “Boy” e “War”, está “October”, considerado um dos trabalhos mais cristãos da banda.

Além das declarações de fé do U2, o testemunho público de Bono confirma o que ele canta. O envolvimento do vocalista no Jubileu 2000, movimento que propõe o perdão da dívida externa dos países africanos, o forçou a atrasar em um ano o lançamento do novo CD. Há 25 anos casado com a mesma mulher, Bono fala com presidentes, discursa, prega em seus shows usando o palco como púlpito. Em qualquer oportunidade, ele está chamando atenção para a pobreza e a injustiça social.

Tudo isso pode parecer novidade para nós, brasileiros, mas para irlandeses e americanos, a confissão de fé dos roqueiros do U2 é praticamente domínio público. Este fato está sendo corrigido com o lançamento de “Walk On A Jornada Espiritual do U2”, tradução do livro de Steve Stockman (W4 Editora). Neste ensaio, vemos a compilação de milhares de entrevistas de Bono Vox ao longo dos anos e descobrimos que ele mesmo parou de tocar no assunto igreja para evitar maiores transtornos pessoais e na carreira da banda. Mas há muitas outras coisas interessantes a conferir no livro.

O passado do jovem vocalista em Dublin, o tempo de escola bíblica, é um dos capítulos interessantes. Entendemos o que era o movimento evangélico daquele lugar naqueles tempos. Era o auge da guerra entre católicos e protestantes e a igreja não estava encerrada entre as quatros paredes do templo, e sim nas trincheiras. As canções não eram apenas de louvor, mas também de protesto por tamanha incoerência de ambos os lados da batalha. Quem não se lembra da cena de Sinéad O’Connor, a cantora careca de “Nothing Compares 2 U”, queimando a fotografia do Papa?

O U2 é um produto da Igreja, mas não para consumo interno. Hoje, vejo em Bono inúmeras expressões do Evangelho, e dos valores que aprendemos aos domingos (ou que deveríamos estar aprendendo), vejo a tentativa frutífera de atingir para além do gueto que criamos, para além dos muros do templo. E isso, convenhamos, assusta a qualquer um. Ao mesmo tempo revela uma coragem que a maioria dos nossos músicos maravilhosos não tem. Aqui eu escrevo sem ironia: nós, cristãos, abastecemos o setor fonográfico há anos, com músicos que, fora da igreja, ajudam a embalar multidões com boa música cantada por não-cristãos, enquanto dentro produzem canções muitas vezes repetitivas e sem criatividade, sem força para ir além do muitas vezes mesquinho e vazio mercado evangélico.

Não conheço Bono o suficiente para saber se ele é um exemplo a ser seguido, mas não posso ignorar a verdade de suas bandeiras. Quando assisto a um megashow como o que ele fez em São Paulo, considerado por muitos o maior show de rock da história do Brasil, não posso deixar de me sentir desafiado e de me identificar com a proposta desses malucos irlandeses. Como político, sempre rejeitei o gueto. Sempre me recusei a, como vereador, me restringir a ser um despachante de igreja, a viver de favores, fechado num mundinho autodenominado cristão.


Nunca entendi que Jesus pregava a salvação para aqueles que fossem “bonzinhos”. Entendi que o céu era para aqueles que acolhessem o estrangeiro, para os que desse água ao sedento, comida ao faminto. Talvez seja essa a pergunta perseguida por Bono: o que é a salvação? A julgar por algumas letras e discursos da banda, a salvação é sinônimo de humanização. A partir do momento em que nos tornamos mais humanos, mais parecidos com Jesus nos tornamos. E, acima de tudo, a salvação é para todos, não apenas para um grupo de iniciados.


Para concluir, o U2 nos ensina que o projeto de expressar os valores da Igreja para o além-muro pode dar certo, seja em canções, seja em políticas públicas. Não sei se poderia considerar heresia ouvir uma multidão como a que lotou o Morumbi cantando os versos de “40”, composição do CD “War”, na qual Bono é explícito em sua fé. Na música, ele diz: “You set my feet upon a rock. And made my footsteps firm. Many will see, many will see and hear (Você pôs meus pés sobre a rocha. E firmou os meus passos. Muitos verão, muitos verão, e ouvirão)”. Posso dar o testemunho de quem viu isso ao vivo, como eu. É emocionante. Ouvir o nome do Senhor exaltado dessa forma é de arrepiar.

CARLOS BEZERRA JR. é médico ginecologista e obstetra, pastor da Comunidade da Graça e vereador de São Paulo

W4 Editora é uma das signatárias do PNLL do Governo Federal

Um dos momentos mais importantes da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que terminou no último domingo, dia 19 de março, foi o lançamento do PNLL - Plano Nacional do Livro e da Leitura, "o primeiro da história do Brasil, que surgiu como conseqüência direta da forte mobilização que se verificou em 2005 no Brasil por ocasião das comemorações do Ano Ibero-americano da Leitura, o Vivaleitura. A primeira edição do PNLL abrange o triênio 2006/2008 e é composta por projetos, programas e ações de iniciativa de governos, setor privado e terceiro setor. A finalidade principal do PNLL é converter as ações em torno do livro, leitura, literatura e bibliotecas em andamento no País em uma política de Estado, de caráter permanente, que garanta o acesso ao livro e à leitura a todos os brasileiros". (fonte: site do PNLL).
Em meio à vários ministérios (Cultura, Educação, etc.) , entidades do livro (CBL, Snel, Abeu, etc.), organizações do 3o setor (Inst. Ethos, Fundação Abrinq, etc.) encontram-se poucas editoras como parceiros iniciais do PNLL, e, dentre elas está a W4 Editora.
O motivo da W4 Editora ser uma das únicas editoras a figurar entre os signatários é o I Fórum Nacional de Cristianismo Criativo, evento que acontecerá em 2006 e será promovido pela W4 e pela Ultimato.
Em breve trarei mais informações sobre o evento.

É a W4 Editora fazendo diferença!

março 16, 2006

Transformados pela Palavra de Deus

Transformados pela Palavra de Deus

As contradições entre fé e mundo estão presentes na vida de qualquer cristão, acostumado à cisão entre “as coisas mundo” e “as coisas de Deus”.

A partir dessa reflexão, o teólogo Clovis Pinto de Castro buscou os caminhos da fé para melhor compreender e romper com este estigma, até perceber que as questões teológicas provocaram uma metanóia em sua vida de fé e o reeducaram a “ver o mundo com os olhos missionários de Deus, que também amou o mundo”.

As prédicas, consideradas pelo filósofo Ariovaldo Ramos como “legítimas sementes de edificação”, estão reunidas nesse, que é o 5° livro do autor.

Clovis Pinto de Castro é pastor metodista, doutor em Ciências da religião e mestre em Filosofia da Educação.

Saiba mais sobre o livro.

março 15, 2006

Coluna Olho Vivo - Revista Igreja - Edição 2

Almanaque da Igreja do séc. XXI

Se eu perguntasse a você quem ou o quê mais influenciou seu ministério ou seu estilo de liderança, você seria capaz de responder em menos de 30 segundos?
E, se a pergunta fosse a quem ou como seu ministério tem influenciado as pessoas? A resposta seria mais fácil ou mais difícil?
Há algumas semanas li dois livros, que embora pareça não haver nada em comum entre eles, me fizeram pensar sobre isso: Almanaque dos anos 80 de Luiz André Alzer & Mariana Claudino, publicado pela Ediouro e Muito mais que palavras de Philip Yancey & James Calvin Schaap, publicado pela Editora Vida.

O primeiro serviu como uma grande viagem à minha infância e adolescência e mostrou como pequenas coisas ajudaram a moldar aquilo que sou hoje. Vi algumas figurinhas do Futebol Cards Ping Pong que colecionei e serviram como gênese ao meu ‘fanatismo são-paulino’; a Série Vaga-lume de livros, lançados pela Ática que me apresentou ao personagem Xisto e a livros como O escaravelho do Diabo, Spharion, Enigma da televisão, dentre tantos outros, que mesmo sendo leitura obrigatória, ajudaram a minha jornada, como leitor. Telejogo, Genius, Falcon, Vai-e-Vem eram jogos que disputavam minhas horas de lazer com o futebol de rua e os tombos nas corridas de bicicleta lá no Itaim Bibi e me ajudaram a desenvolver o sentimento de amizade e coletividade. Pequenas coisas e grande influência...
Já Muito mais que Palavras comprovou como vidas vividas com intensidade, produzindo obras relevantes servem como padrão para várias gerações. O apóstolo Paulo nos exorta a sermos padrão para os demais (I Timóteo 4.12). Será que temos conseguido?
A Bíblia fala que temos que trazer à memória aquilo que pode nos dar esperança (Lamentações 3.21), mas tenho me perguntado, ao assistir programas na televisão ou ouvir alguns CDs e rádios evangélicas, ou mesmo ao folhear alguns livros por nós publicados que, em vez de manter essas coisas em nossa memória, deveríamos mesmo é “deletar esses arquivos”.
Eugene Peterson conta, em Muito mais que Palavras, como Fiodor Dostoievsky mostrou a ele a saída num momento de grande crise (pois é, Peterson também passou por crises. Por que muitos não aceitam que isso é natural ao ser humano e não significa nenhuma fraqueza?), motivada pela dúvida: ‘Como posso fazer diferença?’ Em outras palavras, Peterson estava perguntando como ele poderia influenciar as pessoas.
Em outro trecho ele faz a pergunta que os líderes de hoje deveriam fazer: “o que significa representar o Reino de Deus numa cultura devotada ao reino do eu?”
É claro que não temos que ir até a Rússia ou ao séc XIX pra termos um exemplo de alguém relevante a ser lembrado. Aqui, em terra brasílis temos nossos heróis. Vou citar apenas um, que já influencia gerações de pessoas, principalmente às ligadas à música: Nelson Bomilcar acaba de lançar, após 30 anos de estrada, o seu primeiro CD solo: Caminhos do Coração, pelo selo VPC. Questionado por que tanto tempo para o CD solo, ele respondeu: “Porque nunca foi pressão para mim não ter trabalho solo. Sou da geração que pensava na música como oportunidade de servir e abençoar pessoas”.
Servir e abençoar pessoas. Talvez esse seja a motivação que devemos seguir para que nosso ministério seja uma boa influência para a Igreja e para que, quem sabe, num futuro “Almanaque da Igreja do séc. XXI” possamos ser citado como alguém que fez diferença em nosso tempo.
Grande abraço!

Whaner Endo

março 14, 2006

Nelson Bomilcar é escolhido autor revelação pela Asec

No último dia 11, aconteceu a entrega do Prêmio Areté de Literatura 2006 na Bienal do Livro de São Paulo, como já haviamos informados no nosso Blog.
Dentre os vencedores (você pode conferir no site da Asec) estava o pr. Nelson Bomilcar, que ganhou o prêmio de autor revelação pelo livro O melhor da espiritualidade brasileira, publicado pela Mundo Cristão (Parabéns, Renato!).
Para quem não sabe, Nelson Bomilcar é o primeiro integrante do Conselho Editorial da W4 Editora que nos ajudará na manutenção da nossa linha editorial e no processo de aquisições de novos títulos.
Por falar em novos títulos, ainda esse ano o autor revelação terá pelo menos mais um livro publicado, mas agora pela W4 Editora. Quem viver, verá!
Na foto, Nelson e Silvia Justino recebendo o prêmio das mãos da Marilene Terrengui, vice-presidente da Asec.

março 05, 2006

O papel do tradutor

A matéria de capa da Revista da Folha de hoje traz uma matéria interessantíssima sobre os tradutores de vários best-sellers: Eric Nepomucemo (Memória de Minhas Putas Tristes - Gabriel García Márques), Maria Helena Rouanet (O Caçador de Pipas - Khaled Housseini), Regina Lyra (Freakonomics - Steven D. Levitt e Stephen J. Dobner) e Lya Wyler (Harry Potter - J.K Rowling).
Um fato que me chamou a atenção é que todos os tradutores mantiveram contato com os autores e/ou editores da obra original. Sei que isso não é corrente no meio editorial e, com certeza, é uma das razões das traduções tão pobres que vemos por aí. Claro que, ao traduzir um clássico, esse contato tradutor versus autor é impossível, mas aí vem a necessidade de se conhecer a cultura da época, a sintaxe corrente... sem falar, é claro, da importância do tradutor conhecer o autor, outras de suas obras e o tema a ser traduzido.
Achei interessante, também, quando Maria Helena afirmou que "o tradutor é um autor que fica dispensado do trabalho de criar os personagens, o enredo. Mas é um autor". Pior que é verdade. Temos de assumir que o processo de tradução é quase tão relevante quanto a gênese da criação, ainda mais ao percebermos que no catálogo das editoras, especialmente no segmento cristão, os livros traduzidos são a grande maioria e a leitura do livro no original é algo para uma minoria no nosso país, conforme constatou Regina, na matéria.
A W4 Editora, a partir da tradução do livro Walk On - A jornada espiritual do U2 (Steve Stockman) passou a tratar o tradutor como um agente criativo importante no processo de produção e para o sucesso de uma obra. Sendo assim, decidiu que a remuneração do tradutor não seria mais aquela de praxe no mercado, ou seja, somente por lauda traduzida. Jorge Camargo, tradutor do livro Walk On, já se beneficiou dessa nova política e irá receber por cada livro comercializado.
É uma gota no oceano, mas esperamos, mesmo que singelamente, ajudar o mercado a dar mais um passo adiante.

março 02, 2006

Deu na mídia

Deu n'O Globo online Dentro do blog Paralelos, pertencente ao maior jornal do Rio de Janeiro, O Globo, postou na coluna Ponto e Vírgula a informação sobre o novo livro "Walk On - a Jornada Espiritual do U2". A coluna Ponto e Vírgula é especializada na discussão de "literatura, tendências e subtítulos" no ambiente virtual.

Também deu no Jornal da Tarde Todo aficcionado pelo U2 tem, pelo menos, 10 itens que não podem faltar em sua casa. Segundo o Jornal da Tarde divulgou em 14 de fevereiro, o livro "Walk On - a Jornada Espiritual do U2" leva a segunda posição, atrás apenas do DVD especial da tour Vertigo.

Por fim, no FolhaTeen Apesar do costumeiro mau humor dos jornalistas do FolhaTeen, fato que conquistou repercussão nas últimas duas semanas, o livro "Walk On- a Jornada Espiritual do U2" também foi publicado entre os destaques do caderno.

Livros da W4 Editora na Fnac Pinheiros e na Fnac Paulistas

Quem entra na FNAC Pinheiros logo dá de cara com o kit Walk On - que contém o MP3, livros, camiseta do U2 - da parceria traçada entre a W4 Editora e a B4B. Ao sair do espaço de novidades tecnológicas e subir para o andar de livros, também vai ver, no corredor principal da FNAC Pinheiros e na FNAC Paulista, a ponta de gôndola com os nossos livros. E tem mais: a página principal de livros da FNAC destaca 10 livros, dentre eles, o livro recém-publicado pela W4 Editora. Confira: www.fnac.com.br