9ª Assembléia do CMI - Boletim 1
Brasil abriga 9a Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas
“Deus, em tua graça, transforma o mundo” é o tema do evento mundial e ecumênico, realizado pela primeira vez na América Latina.
Começa nesta segunda-feira a 9ª Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), reunida sob o tema “Deus, em tua graça, transforma o mundo”. A Assembléia será um momento de encontro, de oração, de celebração e de deliberação para milhares de mulheres cristãs e homens cristãos de todo o mundo e terá como sede Porto Alegre, cidade que tem se tornado importante pólo de cultura e educação.
O CMI é uma comunidade internacional que reúne mais de 340 igrejas, protestantes, anglicanas, ortodoxas, unidas, entre outras que confessam o Senhor Jesus Cristo como Deus único, trino e salvador. O CMI representa igrejas em mais de 100 países, reunindo mais de 550 milhões de cristãos.
O convite para a realização da Assembléia no Brasil partiu das igrejas brasileiras membros do CMI e do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC). Esta é a primeira vez que o evento é realizado na América Latina, depois de ser realizado em: Amsterdã (1948), Evanston (1954), Nova Déli (1961), Uppsala (1968), Nairobi (1975), Vancouver (1983), Canberra (1991), Harare (1998). O local do evento é a Pontífice Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). A Assembléia encerra-se dia 23 de fevereiro.
O que é o Conselho Mundial de Igrejas?
O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) foi oficialmente criado em 1948, quando representantes de 147 igrejas reuniram-se em Amsterdã. É considerado a mais ampla e inclusiva entre as muitas expressões modernas do movimento ecumênico, um movimento cujo objetivo principal é a unidade cristã.
Enquanto a maioria das igrejas que fundaram o CMI eram européias ou norte-americanas, hoje a maioria é de igrejas africanas, asiáticas, caribenhas, latino-americanas, do Oriente Médio e do Pacífico.
Dentre os objetivos propostos para o CMI, estão:
- buscar a unidade visível numa só fé e uma única comunhão eucarística;
- promovet o testemunho comum no trabalho de missão e evangelização;
- engajar-se no serviço cristão através do encontro das necessidades humanas, superando barreiras entre as pessoas, procurando justiça e paz, e defendendo a integridade da criação;
- fomentar a renovação na unidade, celebração, missão e serviço.
Desde então, um número crescente de Igrejas em cada continente tem se juntado a esta busca por unidade cristã. Elas construíram novas pontes sobre os antigos abismos que separavam os crentes uns dos outros. À medida que seus relacionamentos mudaram, também mudou o papel desempenhado pelo CMI no movimento ecumênico.